Retrato da Freguesia

 

Padroeiro: São Barnabé;
População: 332 habitantes;
Eleitores: 406.; Área: 2.182 ha
Atividades Económicas: Agricultura, pastorícia, pequeno comércio, exploração florestal, serralharia e construção civil;
Gastronomia: Cabrito assado, truta, javali, coelho bravo, arroz de lebre, arroz doce, farófias;
Artesanato: Miniaturas em Madeira, sobretudo peças ligadas à agricultura – Sr.º Porfírio Nabais da Cruz,
Bracejo - Brace’art de Isabel Martins
Fauna: Javali, gato bravo, ginete, lince ibérico, texugo, raposa, coelho, perdiz, abutre.
Flora: Castanheiro, pinheiro, carvalho negral, urze, rosmaninho, carqueja, giesta, sargaços, freixos, salgueiros, esteva, rosmaninho, etc.
 
Malcata é uma acolhedora aldeia, situada junto à serra do mesmo nome, que por esse meio deu fama à freguesia. Freguesia do concelho de Sabugal, distrito da Guarda, fica situada ao fundo da Serra da Malcata, distando 9 km da sede de concelho. Abrange uma área de 2182 hectares e tem como freguesias limítrofes Meimão, pertencente ao concelho de Penamacor, Quadrazais, Sabugal e Aldeia de Santo António, do concelho de Sabugal.
Pensa-se que será uma freguesia muito antiga, uma vez que se diz que aí existiu uma muralha, embora não existam vestígios da mesma. No ano de 1757, a freguesia era constituída apenas por 73 fogos, tendo em 1946, 180 fogos.
Em 1851 Malcata foi desanexada do concelho de Sortelha, passando a pertencer ao concelho de Sabugal, por extinção do primeiro.
Em termos económicos, por volta dos anos sessenta, o negócio do carvão foi uma atividade que teve bastante importância na freguesia. Eram célebres os carvoeiros que exploravam a serra da Malcata e que se deslocavam de burro para comercializarem o seu produto nas freguesias vizinhas, e tinham como alvo preferencial os ferreiros. Até ao início do fenómeno emigratório da década de 60, que afetou bastante a freguesia e toda a região, era frequente o contrabando de alguns produtos, como azeite, ferramentas, tecidos e outros, comprados em Espanha e vendidos em Malcata por habitantes da aldeia, geralmente com grandes dificuldades económicas. O transporte dos produtos era feito a pé ou utilizando o burro. Além do caminho ser muito árduo, havia ainda o perigo de serem apanhados pela polícia aduaneira. A mercadoria apreendida aos contrabandistas era leiloada em praça pública.
 
A maior parte dos habitantes de Malcata que emigraram para o estrangeiro, conseguiram melhorar o seu nível de vida, e muitos acabaram por ficar por lá. Em consequência disso, a economia da freguesia melhorou, devido às remessas enviadas regularmente por estes emigrantes, permitindo a construção de novas casas, ruas novas, e a dinamização de alguns sectores económicos.
A Serra da Malcata é famosa pelo seu lince ibérico. Esta é uma espécie em vias de extinção. Estão previstos alguns repovoamentos desta espécie que trarão de novo mais espécimes deste tipo à serra.
A barragem é outro ponto forte desta maravilhosa freguesia, a albufeira com a quota mais elevada do País. É excelente para desportos à vela.

 
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